terça-feira, 28 de junho

Siba

O cantor e compositor pernambucano Siba é conhecido pelo seu multitalento. Além de cantar e tocar guitarra, Sérgio Roberto Veloso de Oliveira domina outros instrumentos, como a rabeca e a viola. Suas influências musicais são as mais misturadas possíveis, começando pela música de rua de Pernambuco até os ritmos africanos.

 

Antes da carreira solo, Siba participou das bandas Fuloresta (nos anos 2000), Mestre Ambrósio (anos 1990, ajudando a criar o manguebeat com a proposta de misturar pop rock e cultura regional) e fez parceria com Barachinha em 2003 e com Roberto Corrêa e o Violas de bronze em 2009. Mas em comum todos têm a experimentação musical, presente em seus trabalhos, brincando com a incorporação de ritmos diversos, como maracatu, ciranda, pop e rock, com letras que trazem críticas sociais e políticas.

PARTE 1-1

Em seus álbuns ele sente a necessidade de estar presente 100% do tempo, assinando a direção musical, os arranjos, a voz e alguns instrumentos. Ao vivo, sua parceira é a guitarra, pela necessidade que sentia em ter uma função mais musical. Sobre Avante, Siba diz: “O ponto em comum em tudo que já fiz como compositor e artista está ligado à poesia e à forma de escrever, a uma estética muito específica que pratico, embora com roupagens musicais diversas. A linha que liga tudo que escrevi é a poesia popular do Nordeste, a minha principal forma de expressão”, analisa Siba. Além disso uma de suas maiores influências é seu filho Vicente de 5 anos.

PARTE 2-1

 

Seu álbum mais recente, De Baile Solto tem referência aos ritmos pernambucanos, em que o  maracatu de baque solto vem acompanhado de textos com coloração política. Lançado de forma independente, pode ser ouvido e baixado diretamente de seu site. “Esse disco traz a energia orgânica da música de rua, que é para dançar, uma produção que se comunica com o corpo. Também reafirma o conhecimento das populações marginalizadas, sobretudo africanas, que subsidia as ocupações do espaço público promovidas pela música popular. São dois lados da mesma moeda: um vetor forte para viver o presente e a colocação disso num lugar menos marginalizado”, explica.

 

 

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